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Lágrimas no leito conjugal
Mário Hort

O ato conjugal é um dos maiores desafios da vida adulta e inteligente.

A cama é o lugar mais frequentado pelos humanos

Até mesmo os homens das cavernas precisam de algum lugar para repousar. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida no país, é hoje de 71,3 anos.

O brasileiro médio passa 23 anos, 9 meses e 7 dias de sua vida dormindo. Isso levando em conta oito horas de sono diárias.

Natalia minha esposa, passou a maior parte de nossa vida em minha companhia. Em viagens dificilmente ela me deixou sozinho. Nos 45 anos de matrimônio, passamos 16.425 dias juntos, e durante 131.400 horas estivemos no leito conjugal. Nosso maior problema ao longo dos anos foram as conversas que não terminavam. Muitas vezes, as 01h00 da madrugada alguém precisava dizer: “Psiu, agora vamos dormir”.

Imagine se às 131.400 horas de sono fossem de desentendimentos, quantos litros de lágrimas seriam necessários para guardar as gotas “salgadas” derramadas no leito conjugal? Obviamente ninguém considera que nossa vida passou sem lágrimas! Porém, não são apenas as lágrimas que surgem pelos sofrimentos, após muito choro, chega uma época quando já não se pode chorar, isso é ainda mais amargo.

Uma tia de minha esposa ficou cega de tanto chorar, pela infidelidade de seu esposo. Ele formou outra família e ela passou mais de 40 anos na escuridão e solidão, pelas lágrimas de amargura que verteram de seus olhos frágeis.

Mário Hort

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