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Um dilúvio global? - Parte 1
Isaí Marcelo Hort - 23/07/2014

Deitado na cama, eu me segurava para não dormir enquanto minha filha Sarah lia sua Bíblia infantil. Ela lia a conhecida história de Noé.  Como já a ouvi por dezenas de vezes, não prestei muito atenção, até que ela leu uma frase que me despertou imediatamente:

“Então o Senhor fechou a porta!” Uau! Eu já tinha lido isso antes, mas desta vez essa frase me impactou de uma maneira diferente. DEUS fechou a porta da arca.

Antes de entrar na aplicação pessoal, desejo lhe mostrar que esta história bíblica não é apenas um “conto mitológico”. Não é somente uma história que mexe com as crianças. O dilúvio é um fato histórico que pode ser percebido em todos os cantos de nosso planeta.  

Mesmo para muitos os cientistas, não existe dúvida que as superfícies mais altas de nosso planeta, um dia estiveram debaixo da água. O dilúvio mudou o mundo em que vivemos e é um marco histórico no planeta.

Através dos fatos geológicos e dos relatos bíblicos, eu vejo que a inundação foi global.

Toda a face da terra se encheu de água. Deixe-me trazer alguns argumentos. Quero levar-lhe à alguns pontos altos da terra e mostrar-lhe que as águas salgadas do mar já atingiram as mais altas superfícies. Só Deus pode despertar a fé no coração de quem não quer acreditar. Mas, quero mostrar estes fatos para confirmar a nossa fé.

Muitas vezes os cristãos são vistos como ignorantes, que não acreditam nem entendem de ciência, e, por isso, se apegam em Deus. Como se os cristãos fossem um grupo “menos inteligente”, e os ateus fossem “intelectuais”, que se baseiam na ciência.

Até mesmo ateus tem fé, pois eles “acreditam” na teoria da evolução, sendo que ela continua sendo uma teoria que nunca pôde ser comprovada. Biólogos, geólogos e cientistas cristãos que acreditam no criacionismo, conhecendo a ciência detalhadamente. Muitos cientistas creem que um dilúvio é a resposta para muitas dúvidas que existem quanto a fatos geográficos no nosso mundo.

Evidências de um dilúvio global 

O grupo de jovens de nossa igreja visitou as Salinas Grandes de Jujuy, no norte da Argentina. Estávamos viajando rumo ao nosso destino final que era Val Paraiso no Chile. Pretendíamos passar o famoso “Paso de Jama”, que liga a Argentina ao Chile através das Cordilheiras dos Andes.  Porém, nos dias em que estivemos lá, a passagem estava interditada por vários dias em virtude da neve nos pontos mais altos.

As salinas de Jujuy foram o ponto mais alto que conseguimos chegar com o nosso ônibus, que, por algumas vezes, sofreu com o aquecimento do motor. 4.170 metros foi a altitude a que chegamos. O oxigênio era pouco e precisávamos descer ainda enquanto era dia. Era inverno, e, à noite, a temperatura chegava a -20 graus naquele lugar. Passar a noite ali poderia ser fatal para nosso grupo. 

Como toneladas de sal chegaram a tal altitude? A explicação que se encontra é que houve uma época, em que esta região de montanhas foi coberta por água, com grande quantidade de sal (do mar?).

Na Bolívia existe um deserto de sal ainda maior. O famoso Salar de Uyuni. É o maior deserto de sal do mundo: 10 bilhões de toneladas de sal a uma altitude de 3.650 metros. Da mesma maneira, a explicação é a de que algum dia este lugar foi coberto por uma grande quantidade de água que deixou depositado o sal.

Nossa viagem continua no próximo artigo. 

Isaí Marcelo Hort

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