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Preparas-me uma mesa na presença dos meus inimigos, unges-me a cabeça com óleo;
Mário Hort - 02/08/2016

Eu pensei que jamais teria inimigos. As primeiras décadas do pastorado davam inveja pela unidade e amizade. Mas, as lutas pelos “tesouros” da verdade atualizaram o 5º versículo do Salmo 23. Eu também jamais esperava que um amigo suíço, me oferecesse um jantar. Seu nome é Kyongwha. Ele foi o conselheiro pastoral, dos pastores Isai e Maiko, durante os seus estágios pastorais na Suíça.

Kyongwha chegou da vizinha Suíça, para me “servir uma mesa”, através de um jantar em Kons-tanz. A mesa do jantar foi como a bênção prometida do Salmo 23. Quero trazer apenas um relato da “unção e desta mesa servida”, por meu amigo, que atua como coach, para grandes empresários.

No final de um curso na Espanha, os participantes foram convidados a subir ao pico de uma montanha. Todos se posicionaram em fileiras duplas e receberam a ordem de tomar o companheiro/a, do seu lado, para se auxiliar mutuamente, valendo chegar apenas juntos ao alto da montanha e para cruzar a linha de chegada, no retorno.

Kyongwha olhou para o seu lado e viu uma senhora aos 65 anos de idade, óculos como fundo de garrafa e pequena. Seu nome era Barbara. Na subida foi necessário escalar altas paredes, onde ele como homem foi obrigado a travar o pé da senhora, para ela não escorregar do apoio, e isso pendurados na parede da montanha.

Muitos participantes se torciam em câimbras e tiveram que ser levados em macas, ainda havia ou-tros que blasfemavam de ódio dos organizadores. Porém, meu amigo Kyongwha disse: “No final do desafio, já não importava chegar como vencedor, nem ouvir os aplausos da torcida. Neste momento já não observávamos os defeitos e ou as deficiências do companheiro/a, pois a questão mais importante foi a pessoa que enfrentou a jornada com você, e ficou ao seu lado até a hora de cruzar a li-nha de chegada”, finalizou meu amigo suíço, no final do jantar, que foi para mim, como o cumpri-mento da promessa do salmo 23: V 5. “A unção, o óleo e o cálice que transborda” será o companhei-ro/a, o amigo ou o irmão que ficou ao seu lado, até ao final.

Davi enfrentou um inimigo que procurou mata-lo desde a sua juventude, o rei Saul. Este o convidou para tocar sua harpa, que ele usava junto ao rebanho.
Quando o rei ouvia a música, era acometido de ataques de ódio e inveja, porque o jovem havia derrotado o gigante Golias com a sua funda, e isso atormentava o rei Saul, que chegou a jogar sua lança para matar o jovem músico, no palácio real. Somente após a morte do inimigo foi lhe “servida à mesa”, que ele descreveu no Salmo 23.

O profeta Jeremias escreveu chorando seus livros, porém o rei Joaquim queimou folha por folha, todos os escritos originais. Porém, Jeremias escreveu tudo novamente, sua mesa foi servida somen-te na glória. Mas, nós e o povo de Deus, ainda após quase três mil anos temos uma “mesa servida”, com os escritos do profeta Jeremias.

O Salmo do Bom Pastor terá valor ainda maior, quando estaremos com todos os familiares, diante dos portais da glória celestial e ouviremos o PASTOR dizer: “Venham, benditos de meu Pai, entrem para a o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”.

Maravilhoso será, se o Pastor chamar nome por nome, de todos os nossos descendentes, sem faltar um só, de todas as nossas gerações! Então surgirá um júbilo da boca de todos dizendo: “Verdadei-ramente o Senhor, foi e o nosso Pastor”! Então poderemos dizer: Bondade e misericórdia nos segui-ram durante todos os dias de nossa vida; e habitaremos na Casa do SENHOR para todo o sempre. Salmos 23:6.
 

Mário Hort

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