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Quando faltam as pegadas na areia ao seu lado! Parte 1
- 07/01/2011

Uma noite eu tive um sonho... Sonhei que estava andando na praia com o Senhor e, através do céu, passavam cenas da minha vida. Para cada cena que passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia: um era meu e o outro era do Senhor. Quando a última cena passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que, muitas vezes, no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia. Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso me aborreceu deveras e perguntei então ao Senhor: - Senhor, Tu me disseste que, uma vez que resolvi te seguir, Tu andarias sempre comigo, em todo o caminho. Contudo, notei que durante as maiores tribulações do meu viver havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo porque nas horas em que eu mais necessitava de Ti, Tu me deixaste sozinho.
O Senhor me respondeu: - Meu querido filho. Jamais eu te deixaria nas horas de provas e de sofrimento. Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, eram as minhas. Foi exatamente aí que eu te carreguei nos braços. (Autor desconhecido)

É possível que Deus abandone um ser humano?
Retornando da Ásia Menor, a aeronave sobrevoou as altas montanhas da Turquia desde o Mar Mediterrâneo até a Europa. Foi possível observar caminhos que vinham dos vales e subiam até aos cumes das montanhas. Eu imaginei as difíceis caminhadas dos apóstolos para chegar de uma à outra cidade por essas estradas. Eu convido os leitores a observar seus caminhos da perspectiva do alto. Reveja os seus caminhos desde a infância até ao dia de hoje. Questione a si próprio: “Em que tipo de caminhos foram cravadas as suas pegadas?”. Veja se não é óbvio que sua conclusão seja: “Jesus jamais andaria em meus maus caminhos! Por que o Senhor levaria sobre os seus braços aos que trilharam maus caminhos?
Se você olha da perspectiva divina as suas pegadas, não é óbvio que o Mestre não lhe acompanhou nesses trajetos? Jamais o Senhor vai carregar alguém que está a caminho do inferno. O pai não acompanha o filho pródigo no caminho da perdição, mas aguarda sua volta em casa. Luc. 15: 11-32. Ladrões, assassinos, fraudadores, adúlteros... não herdarão o reino de Deus. Gal. 5: 19-21.
O prisioneiro que acaba de obter o alvará de soltura por bom comportamento chega para casa. A família jubila de alegria, o pai voltou da prisão como novo homem, regenerado e convertido para os caminhos de Deus. Tudo é maravilhoso por alguns dias. Mas, de repente, toca o telefone. Um ex-companheiro da “velha empresa” convida o “novo homem” para uma velha ação. Só mais uma vez! O novo crente fica entre a cruz e o punhal. Ele decide fazer só mais uma obra do mal, pois está sem dinheiro e na prisão aprendeu novos “métodos de ação” que certamente vão dar certo, e, mais ainda, agora até Deus está do seu lado. Engano! Mentira do diabo! Erro fatal! Deus não irá com ele nem mesmo até a porta. Deus não estará do seu lado no caminho até os comparsas e não estará carregando ele quando as “pegadas” ao seu lado não aparecem mais.
Um leitor do presídio escreveu: “Não sei como não morri. Só dez tiros me acertaram, mas estou vivo”. Sim, isso também acontece como milagre de Deus. Mas, se fatalmente um único tiro acerta mortalmente, o “novo crente” morreu e foi para o inferno. Pois, morreu longe dos caminhos de Deus, longe dos seus ensinamentos e não herdará o reino de Deus. Confira: Gal. 5: 21. - Apc. 22: 15.

Pr. Mário Hort

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