Rádio Podcast - Programa da semana
Culto ao vivo - Domingos às 20h

« Página inicial

Até que a morte vos separe! - Parte 1
- 11/02/2011

 

O casal Jorge e Hilaide Dickel solicitou, se fosse possível, que eu escrevesse um tema para a celebração de suas bodas de prata, e respondi imediatamente: “O tema será: ‘Até que a morte vos separe!’”. 

Durante vários meses estive analisando a promessa do “sim” dos noivos e questionava: “É correto que os noivos ocupem os templos de Deus em todo o mundo para fazer uma promessa e a desfazem por pequenas causas, casando-se novamente com outra pessoa? E se possível, repetem a mesma promessa”.

Clamei ao Senhor em oração dizendo: “Senhor, se é de Sua vontade que eu escreva sobre esse assunto, por favor, dá-me a orientação para escrever”. Não cheguei a concluir minha frase em pensamentos quando já obtive a resposta: “Vá e pergunte o que sentem as pessoas que não tiveram a felicidade de permanecer com seus cônjuges até que a morte os separasse”. 

Procurei realizar uma pesquisa em Cascavel, mudei de ideia e logo encontrei passagens aéreas para Brasília, mas fui consultar minha esposa e ela apenas respondeu: “por que não vamos para Florianópolis?”.

Telefonei para Hilário e Marlene Datsch, de Balneário Camboriú (SC), e eles nos deram um cordial bem-vindo e nos receberam em seu apartamento. Desta maneira conseguimos respostas do povo de Balneário Camboriú, Florianópolis e Joinville, em Santa Catarina.

A pergunta é abrangente e eu não queria colocar apenas opiniões próprias, sem consultar o povo, perguntando: “É válido celebrar o casamento no compromisso ‘Até que a morte vos separe?’”. 

Convido aos líderes religiosos a pensar conosco, avaliando as celebrações no contexto atual dos rompimentos incontáveis de compromissos conjugais: é correto realizar a celebração nupcial, invocando o nome de Deus, no paradigma dos numerosos divórcios?

A questão é: ao celebrar a união conjugal em nome de Deus, não chegamos a “usar o nome de Deus em vão”, sabendo de antemão que um percentual enorme acabará em divórcio?

A Sagrada Escritura diz: “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão, porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão” Ex. 20:7.

Escrevendo essas linhas em Curitiba, perguntei ao pastor Odair, de Curitiba, por telefone: “Podemos continuar celebrando o casamento em nome de Deus, num compromisso, até que a morte vos separe?”. Sua resposta foi: “Pastor Mário, você me coloca contra a parede!”. Após 20 segundos de reflexão, ele deu sua opinião: “Não podemos abdicar dos princípios de Deus. Devemos sim continuar baseados nos valores divinos”.

Nós, como pais, somos responsáveis diante da lei e podemos enfrentar até prisão por abandono de filhos e netos. Seria aceitável que um “estranho(a)”, após algum tempo, abandone ou mande nossos filhos de volta para casa, possivelmente com dois ou três filhos?

Criamos os filhos com beijos, abraços e lágrimas até a exaustão; passamos noites de insônia cuidando deles nas enfermidades, nos estudos caros, nas angústias choramos mais por eles que por nossos sofrimentos. Nós, os líderes que invocamos o nome de Deus, não podemos manchar o sacerdócio diante de Deus, fazendo apenas “show” com promessas falsas nas celebrações matrimoniais?

Pr. Mário Hort

Mostrar todos os artigos