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Deus está bem próximo não só do outro lado da muralha! - Parte 2
- 08/04/2011

 

No artigo anterior de O Presente falamos de um homem estranho que sentou ao lado de minha esposa, quando embarcamos na aeronave de Atenas para Amsterdam. Ele dizia que se considera ateu, pois sempre se depara com uma “muralha” ao pensar no que aprendeu durante o regime comunista, e não consegue crer em Deus. Em meio ao diálogo da viagem que durou cerca de três horas, a certo ponto eu lhe disse: “Liri, se em algum momento você estiver em grande aflição, bem sozinho, em noite escura de dificuldades e sem saída, clame a Deus. Ele vai lhe responder, e você perceberá que Ele está bem próximo, na hora da angústia”. 

De repente ele começou a me ensinar e disse: “A verdade é que as pessoas só se lembram de Deus quando estão em apuros e isso não é correto”. E disse mais e mais, e eu ficava ouvindo e ele disse: “Eu conheci a celebração do Natal, com luzes e um clima festivo que é maravilhoso em nossa casa na Suíça. Eu preparo as luzes, encho a casa de luzes e a esposa prepara os enfeites desde o início de dezembro, até a celebração máxima no dia 25. Que maravilha é festejar o Natal e também a Páscoa”. 

Permanecemos por um tempo em silêncio, mas não demorou e ele disse: “A partir de dezembro, devemos residir na Ilha de Creta, na Grécia. Eu desejo que algum dia eu tivesse dinheiro suficiente para construir uma igreja na vila onde vamos residir e então fazer meus amigos e familiares conhecer essa maravilha da celebração do Natal e da Páscoa...”.

A partir desse momento eu disse: “Liri, você vê que a muralha não é mais uma parede de pedras, mas é uma cortina. Não conseguimos enxergar tudo o que há do outro lado da ‘cortina’, mas de repente vemos luzes, brilhos, a glória de Deus resplandece desde o outro lado para nós aqui no lado de cá, como está acontecendo agora em sua vida”. E concluí: “Liri, nós vamos nos encontrar do outro lado da ‘muralha’, eu sou mais velho que você, enfermo e provavelmente vou antes para o outro lado. Mas, vou esperar por você. Quando você chegar do outro lado, vamos fazer um ‘churrasco’ de alegria, pelo que Deus nos revelou aqui nas poltronas do avião”. 

Eu lhe estendi a mão, combinando um encontro do outro lado da “muralha”. 

Minha esposa havia saído para o banheiro e quando ela retornou a sua poltrona eu lhe disse: “Natalia, o Liri e eu combinamos um encontro do outro lado da ‘muralha’, você deve estar conosco naquela recepção e também a esposa de Liri”. 

Após essa transformação, eu pude lhe chamar de irmão na fé. Pois eu lhe havia dito: “Nossa fé está baseada na vinda de Jesus, como enviado de Deus, que morreu na cruz, pelos nossos pecados. Todos os nossos pecados são perdoados, quando cremos em Deus por Jesus”. 

Quando a aeronave começou as manobras de aterrissagem em Amsterdam, na Holanda, Liri disse: “Vamos esperar até que o avião esteja no chão e então tenho algo especial para lhes contar”. 

Não demorou e as rodas da aeronave tocaram o solo, deslizaram suavemente pelo asfalto na pista de aterrissagem e então Liri chamou nossa atenção e disse: “Preciso contar um segredo que aconteceu aqui nesta poltrona, ao sentar-me no embarque em Atenas. Eu orei a Deus, de quem eu dizia que não creio. Mas, eu orei dizendo: ‘Senhor, se me guardares para chegar ao chão firme em Amsterdam, eu...’”. Ele não revelou o que havia prometido para Deus, e concluiu: “E agora vejam, estamos seguros no solo e tudo quanto aconteceu aqui em nossos assentos, pois Deus ouviu minha oração”. 

Conhecemos Liri Shiba, como quem não conseguia olhar para além da “muralha” para crer, e nos despedimos como quem espera por um reencontro na Ilha de Creta, na Grécia, se Deus quiser, ou na Glória Eterna do outro lado da “muralha”. 

Pr. Mário Hort

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