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O que sofrem os divorciados?
- 21/05/2011

 

 

Chegando a Curitiba, enquanto eu digitava as experiências vividas em Santa Catarina, perguntando o que sentem as pessoas divorciadas, de repente passou um “filme” diante dos meus olhos. Cenas dos 38 anos de pastorado reluziam em minha mente, ao entrar no apartamento de meu irmão Ingo e Alice Hort. 

Ao avaliar nossa tentativa de “apagar” o fogo do inferno, que atinge a vida conjugal no mundo moderno, eu me senti como o “beija-flor”, de quem se diz que ele tentou ajudar a apagar o incêndio que consumia a floresta. O pequeno pássaro buscava gota, após gota de água do rio, tentando ajudar a apagar as chamas.  

Reconheci que nosso trabalho pastoral nada mais é que a tentativa de jogar uma “gota” de água no fogo da “floresta” familiar, que é célula mais importante do planeta. 

A vida conjugal é a célula de procriação, o “útero” da vida humana e foi criada conforme os propósitos de Deus. Gen. 1: 26-28.  

Seria maravilhoso se muitas famílias percebessem o auxílio do alto para apagar o fogo que está devorando suas casas. Com o divórcio “queimam” fazendas, indústrias, cortam-se os laços de gerações ao meio. E esse “incêndio” pode ser evitado com uma frase repetida a toda hora, pelos cônjuges, no segredo de sua alma: “Eu serei fiel até que a morte nos separe”. 

Cada vez que ambos os cônjuges disserem essa frase, ao ver um início de alguma “chama” em sua vida conjugal, Deus pode enviar seus “anjos” para apagar o que nossas “gotas” jamais poderão apagar. Sua oração no silêncio de sua alma poderá desencadear uma “chuva” que cairá do céu sobre a sua casa, e essa chuva de Deus pode apagar o fogo que ameaça sua casa.   

O professor de uma sala do colégio escreveu: “... havia dois irmãos na mesma classe. Foi dada a classe uma tarefa, de escrever as suas vivências. Então foi revelado o drama que viviam os dois jovens”. 

Aos nossos pais separados!

Papai e mamãe, o que foi que separou vocês de nós? Que maldição desabou sobre o nosso teto que jogou vocês cada um para o seu lado? E nós ficamos sem os dois. 

Nós entendemos que vocês querem estar bem, ser felizes, cada um do seu modo. Por isso desfizeram o lar em que nascemos. Mas, a alegria morreu quando nós apenas começávamos a viver.

Cavou-se um vazio em nossos corações e o pior é que esse vazio foi se enchendo de fel. Começamos a viver descrentes do amor. Um dia, na escola, nos ensinaram que o amor dos pais para com os filhos é o maior amor do mundo. Mentira. O maior amor do mundo é o amor próprio. É o amor que cada um tem por si mesmo. Esse “amor” é tão grande que leva os pais a sacrificarem a felicidade dos próprios filhos.

Queremos perdoar vocês porque somos muito jovens para odiar, sobretudo, a quem nos deu a vida, vocês, papai e mamãe. Mas, se perdão é amor ao próximo, de vocês, durante o pouco tempo que vivemos juntos, só tivemos exemplos de amor a vocês mesmos. 

Longe de vocês, quando precisamos de luz a nossa volta, esbarramos nas trevas e sozinhos nós caminhamos por entre as sombras de vocês dois. 

Longe de vocês, quando precisamos de orientação e olhamos ao nosso redor, só vemos o silêncio sobre os escombros de nossa família.

Longe de vocês, nos arrastamos sozinhos na fúria da inveja que temos dos filhos, que possuem lares e dentro deles seus pais... (Anônimo - Revista Ecos da Liberdade, nº 61.

Pr. Mário Hort

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