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Um Dilúvio Global? - Parte 2
Isaí Marcelo Hort - 05/08/2014

No artigo anterior – parte 1ª enfatizamos que o dilúvio é um fato histórico e global, que pode ser percebido em todos os cantos de nosso planeta. Seguimos com descobertas a nível mundial:

Luoping na China


Mais de 20 mil fósseis de répteis, mariscos e outras criaturas marinhas foram localizados nas montanhas de Luoping, no sudoeste da China. Como estes fósseis do mar foram parar nestas montanhas que estão hoje a 530 km de distância do mar? 

Baleias no deserto do Atacama


Durante a duplicação da rodovia Pan-americana, que atravessa o continente, setenta fósseis de baleias com até oito metros de comprimento vieram à superfície. Entre eles, vinte esqueletos completos do mamífero marinho foram encontrados no deserto do Atacama, isso no Chile, que é considerado um dos desertos mais secos do mundo. 
Explicação evolucionista: Os frequentes terremotos, que atingem o país podem ter provocado a subida de rochas sedimentárias do fundo do oceano pré-histórico há 7 Milhões de anos.
(Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/noticias/2012/02/um-tesouro-no-deserto-chileno)
Explicação do criacionismo: De qualquer forma, como explicar o súbito soterramento de tantos grandes animais, já que, para serem fossilizadas, as 70 baleias teriam que ser imediatamente cobertas por grandes quantidades de lama? Caso não fosse assim, o corpo das baleias teria sido decomposto antes de virar fósseis.

Fósseis no Himalaia

A Cordilheira do Himalaia é a mais alta cadeia montanhosa do mundo. Ela abrange cinco países; Índia, China, Butão, Nepal e Paquistão, entre eles a montanha mais alta do planeta, o Monte Evereste com 8.848 metros de altura. Também nestas cordilheiras foram encontrados fósseis provenientes das águas do mar. O próprio Monte Evereste possui fósseis de moluscos no seu topo.

O argumento científico dado para estes fósseis marinhos é o mesmo das Cordilheiras dos Andes. Há milhões de anos atrás tudo isso estava abaixo do mar e, com o choque de placas tectônicas, estes montes surgiram, ficando os fósseis marinhos nas montanhas. 

A verdade é que a Bíblia também fala de um surgimento das montanhas. É possível que na época de Noé, as montanhas não tivessem as mesmas dimensões que conhecemos hoje. 

O conhecido Salmo 90:1-2 nos diz isso: “Senhor, tu és o nosso refúgio, sempre, de geração em geração. Antes de nascerem os montes e de criares a terra e o mundo, de eternidade a eternidade tu és Deus.”

Se os montes surgiram antes, durante, ou depois do dilúvio, a bíblia não fala. O fato é que os mais altos picos do nosso planeta já foram cobertos pelas águas salgadas do mar.

Poderíamos ainda falar sobre a existência de tanto carvão natural, petróleo e gás natural, que, segundo a ciência, são fósseis de origem orgânica que foram soterrados subitamente. 

Mas, sendo tudo isso verdade, fica-nos a pergunta: O que levou Deus a elevar as águas, abrir as comportas dos céus, as fontes da terra, (Gn 7:11) e fazer chover quarenta dias e quarenta noites?

O relato bíblico nos conta que, antes do dilúvio “O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal. Então o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem sobre a terra; e isso cortou-lhe o coração.” Gn. 6:5-6

O motivo do dilúvio não foi a maldade de Deus, mas do homem.

Um criminoso não é preso pela maldade do juiz, mas sim porque ele mesmo provocou a sua sentença. “Disse o Senhor: Farei desaparecer da face da terra o homem que criei. A Noé, porém, o Senhor mostrou benevolência.”

Isaí Marcelo Hort

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