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Os deuses do álcool e do fumo no carvalho de uma vida! 4º Parte
Mário Hort - 30/08/2016

No ano de 723, o bispo missionário Bonifácio, chegou à cidade onde concluí os meus estudos, há mais de 44 anos em Fritzlar. Foi nesta região que residia um povo devoto ao “deus do Trovão” – Segundo os sacerdotes do “deus do Trovão” – a divindade residia no “Carvalho-Donar” – “Donar-Eiche”. Após o corte deste carvalho, aconteceu a mais importante evangelização da Alemanha e da Europa. Seguimos na analogia do corte do carvalho do deus do trovão.

Antes de embarcar para Europa, visitei o irmão Paulo da Silva, que estava enfrentando a terceira quimioterapia no combate contra o terceiro câncer. O primeiro foi nas amídalas, logo na próstata e agora o câncer está no pulmão.

A visita foi uma celebração de alegria, pelas recordações de uma longa jornada que fizemos juntos com o conjunto Ecos da Liberdade.
Deus cortou o “carvalho” de Paulo, e precisou de várias “machadadas” para tombar este carvalho com os “deuses do álcool e do fumo”. Mas, Deus usou um machadinho “suave” de Nelsi, sua esposa, com seus constantes convites para os cultos. Durante uma visita do Pr Norberto Obermann ao hospital, onde Paulo fazia uma desintoxicação alcoólica, ele foi acertado por uma das mais doloridas “machadadas”, ao ver o pastor Norberto, a quem ele prestigiava muito, com ele naquele ambiente!

Porém, de repente no final da visita, o pastor ergueu um “machado suave” em poucas palavras, quando ele disse:
“Paulo, vamos entregar sua vida ao Senhor, assim ELE perdoará os seus pecados e tudo vai ficar muito bem.” Após dizer essas palavras, o pastor clamou ao Senhor em oração e deixou Paulo nas mãos de Deus. Esse foi corte que tombou o velho “carvalho” da vida de Paulo.

Durante a minha visita a Paulo celebramos a salvação de Deus, e recordamos outro acontecimento que marcou, de forma inesquecível a sua vida. Esse foi um momento no culto, com o tema: “Socorro o meu Titanic está naufragando”. Naquela noite eu tomei um microfone que me permitiria entrevistar as pessoas nos lugares mais distantes no auditório Ecos da Liberdade.

Durante a mensagem narrei o episódio do pastor John Harper que caído no mar, após o naufrágio do Titanic encontrou um homem, que estava morrendo nas águas geladas, e o também náufrago pastor, perguntou: “Você está salvo?” O homem respondeu: “Não!” – Harper lhe gritou: “Crê no Senhor Jesus e será salvo”. Isso aconteceu por duas vezes, então o pastor Harper afundou, mas o homem foi salvo e testemunhou de sua salvação das águas geladas no naufrágio do Titanic.

No culto daquela noite, eu comuniquei que eu iria passar pelas fileiras e perguntar para várias pessoas: “Se você tivesse que partir agora, estaria salvo”? Tomei o microfone andei entre o povo no culto. Ao me aproximar de Paulo, perguntei: “Você estaria salvo, se tivesse que partir agora?” Paulo respondeu com um duro e cortante: “Não”. Eu não estive preparado para ouvir um “não”, deste homem de confiança. Com esse “não” quase perdi as condições, para continuar o questionamento.

Na noite da visita, agora diante do terceiro câncer, a alegria foi singular, pois Paulo revelou o verdadeiro motivo do seu “Não”, daquele culto, quando ele disse: “Eu confessei apenas a verdade, pois eu precisava me livrar do cigarro e ainda não tinha vencido esse mal”. Mas agora sim, Paulo estava preparado para a cirurgia, e a retirada de uma parte do seu pulmão.

Essa foi uma de minhas visitas mais felizes, pois o velho “carvalho” já estava cortado pelo poder de Deus. Aquele “carvalho” que encontrei na luta contra o câncer, agora é uma nova criatura. 2 Cor. 5:17.
 

Mário Hort

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