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Um carvalho plantado por Deus 5º parte
Mário Hort - 06/09/2016

Sou filha do segundo casamento de meu pai, um músico e alcoólatra, que gerava muitas brigas e tristezas pelo “deus do álcool” que residia no velho “carvalho” de nossa casa.

Mas, então Deus plantou um novo “carvalho” com a minha vida, através da Escola Bíblica dominical, onde eu esquecia as tristezas de minha casa. Com isso nasceu em meu coração, o desejo de levar as Boas Novas de Cristo ao mundo. Eu admirava minhas professoras e dizia: “Algum dia eu serei como elas!”

Na época encontrei uma grande amiga, Cláudia Hort, que me recebia com um sorriso e não olhava as minhas roupas simples. Porém, o sofrimento continuava com a situação do meu pai. Muitas vezes fui buscá-lo no bar ou ajuntá-lo nas valetas. Foi essa experiência triste que me fez tomar como propósito, nunca colocar bebida alcoólica em minha boca, pois foi ela que levou meu pai a sepultura e deixou minha mãe jovem viúva, com seis filhos. (Um bebê de onze meses)

Aos 14 anos de idade, Pr Mario e Natália foram evangelizar durante dois meses no Canadá e USA, e eu pude ficar com Cláudia e Cherli, para cuidar do então menino, Isai Marcelo Hort, que tinha menos de 3 anos de vida. Após esse tempo eu desejei ficar com a família pastoral, e permaneci durante oito anos, até ao dia do meu casamento.

De repente apareceu um jovem com sua moto, entre o grupo de jovens. Este moço se tornou grande amigo do menino Isaí, e o buscava para passear. Eu gostava ver e ouvir o Luterio Heep falando de Jesus, sem nenhum constrangimento e gostei da maneira como ele cuidava do Isaí, pois foi prestativo e aproveitava cada oportunidade para nos visitar, assim foi conquistando também o meu coração. Neste tempo trabalhei como secretária das Organizações Ecos da Liberdade, onde servi ao Senhor durante três anos.

Como não tive meu pai, meu namorado pediu a minha mão, ao Pr. Mário. Luterio estudava no Instituto Teológico em Curitiba. E naquela época o menino, hoje pastor Isaí Marcelo Hort, não conseguia entender, o porquê de seu amigo Luterio, cogitava a ideia, de me levar embora.

Após o casamento eu também tive a oportunidade de estudar no seminário e realizei assim o sonho de minha infância. Servimos a Deus no ministério pastoral, por cinco anos, na Lapa, PR, e logo fomos transferidos à Panambi, RS, onde estamos até ao presente momento. Somos casados há 28 anos e temos duas filhas casadas.

Deus plantou um novo “carvalho” pela família pastoral que me acolheu na adolescência.

Pastor Mário e Natalia, eu sou eternamente grata a Deus pela família que vocês me ofereceram. Desejo que minha permanência em vossa família tenha sido uma bênção, e que eu possa participar da “plantação de muitos carvalhos de Deus”, que ainda irão nascer na seara do Mestre. Marilei Heep – Panambi, RS.
 

Mário Hort

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