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João Huss foi queimado por criticar a corrupção de sua igreja
Mário Hort - 13/12/2016

Ao invés de ajudar as pessoas, os religiosos roubam o povo de forma ainda mais cruel, que os reis e príncipes. Huss citou em seu sermão, o Professor do século XII, Bernhard de Clairvaux, que escreveu: “Os religiosos desejam ser honrados, se enriquecem e exaltam sobre todas as pessoas, se igualando ao mundo secular, e com isso se parecem com Judas Iscariotes e ao diabo”, citou.

“Os sacerdotes se apresentam em brilho de prostitutas, com ouro nas rédeas e esporas. Suas esporas brilham mais que os seus altares e se deleitam em glutonarias e bebedices e com os seus bolsos cheios de dinheiro. Esses são os desejos que levam os líderes a escolher as arquidioceses”, acusou Huss, em seu sermão. Fonte: Peter Hilsch Johannes Hus – Prediger Gottes und Ketzer, 6. Irrtum, pg 153 – 154.

A corrupção e o roubo em nome de Deus foram denunciados por J. Huss, que falava como sacerdote, para corrigir o sacerdócio de sua igreja. Isso lhe custou à vida na fogueira.

O amor ao dinheiro dos religiosos queimou João Huss, e fez surgir a maior divisão do cristianismo de todos os tempos, pela VENDA DE INDULGÊNCIAS, para construir a Basílica em Roma, fato que ocasionou a Reforma de Lutero.

Porém, o pior acontece atualmente por leigos e diáconos que se sentem “atraídos” para abrir igrejas, com a finalidade de ganhar os dízimos do povo. Isso é uma vergonha! É fogo do inferno e são chamas queimam o brilho do Evangelho de Cristo, do mesmo modo como Judas queimou o seu apostolado. Mat 26: 14 – 15.

Eu não gosto de “Super Crentes” e fanáticos, mas vejo muitos cristãos se “queimando” pelas necessidades da causa de Deus, enquanto outros são indiferentes e “mornos”. Apc. 3: 15 -20 Essa atitude de vida cristã “morna” é corrupção tal qual é o roubo, pois causa a “falta” daquilo que deveria ser a vida para multidões.

João Huss foi queimado por sua igreja, mas há “pastores da alma” que são queimados por membros medíocres, que vivem sem consagração a Deus.
Não queime o seu pastor na fogueira de sua igreja sentando diante púlpito, com a vida infiel, corrupta e sem comunhão com Deus, no Espírito Santo. Não queime seu pastor abandonando os seus deveres, até que ele deve fazer o seu sepultamento, dizendo mentiras de elogios, quando chegou o final de sua vida. Não queime seu pastor pela fogueira da dor do peito, por deixa-lo “pescar” sozinho noite e dia, enquanto você está na “La-ma do Rio Doce”.

Infelizmente muitos irão bater na porta fechada, quando o noivo vem à meia noite de suas vidas. Mt 25: 1 -13.

As constantes trocas de pastores nas comunidades e paróquias, em muitos casos são motivadas pelas direto-rias que vivem em pecados.
Para não ser criticados por seus líderes, que exigem uma vida consagrada e sincera, se troca os pastores que já descobriram as façanhas dos membros.

Porém, quando a “meia noite” chega, o Senhor lhes dirá: “Eu não vos conheço apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade”. Mt 25:12- 7:23.
A queima de J. Huss é uma página tenebrosa do cristianismo, mas o que acontece em oculto, no segredo de multidões que se dizem cristãs é uma “mancha” maior que podemos imaginar.

Conheço a história da realidade de apenas poucas décadas, porém o que meus olhos viram e meus ouvidos tomaram conhecimentos, é assustador sabendo que o Juízo Final virá. Não seremos julgados por um “concílio” nem por algum bispo ou papa, mas pelo Juiz dos juízes de toda a terra, Jesus Cristo.
 

Mário Hort

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