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Reflexão para a Semana Santa - Parte 1
- 19/04/2011

 

Residindo em Bremen, por dois meses, antes da semana Santa, estivemos na Capital federal da Alemanha e de Berlim, viajamos até Frankfurt junto ao Rio Oder, que fica apenas a 100 quilômetros e faz fronteira com a cidade de Slubice, na Polônia, do outro lado do rio. Fazemos passeios, mas sempre com uma simples pergunta na bagagem. Fomos a Berlim para perguntar ao povo berlinense o que eles sabem da ressurreição de Jesus Cristo. 

Em Slubice, na Polônia, visitamos uma igreja católica e procuramos por um religioso que aceitasse falar cinco minutos comigo, referente à Semana Santa. Foi a décima primeira igreja que eu procurei para falar com um religioso. Uma senhora muito simpática estava limpando o templo e disse que havia vários sacerdotes presentes, mas ninguém deles entendia o idioma alemão, e concluiu: “Temos apenas um jovem que fala o inglês”. Imediatamente o sacerdote polonês, que estuda em Roma, chegou e eu lhe perguntei: “O senhor teria cinco minutos para falar comigo?”. Ele respondeu: “Não apenas cinco, mas 20 ou o tempo que for necessário, pois estamos aqui para atender as pessoas”. 

A religiosa já havia lhe comunicado em idioma polonês qual seria minha pesquisa e ele disse: “O senhor está escrevendo um tema sobre a ressurreição de Jesus? Nós cremos que a ressurreição de Jesus é como o selo da obra redentora de Jesus, que morreu na cruz para pagar pelos nossos pecados”. E enfatizou: “A ressurreição é como o ‘carimbo’ de sua obra de salvação na cruz”. Imediatamente eu lhe estendi a mão e disse: “Irmão Bartolomeu, nós somos irmãos na fé”.  

Nossa redenção no dia do Juízo Final será válida pela fé que confessamos, na Obra redentora de Jesus Cristo, que pagou por nossa culpa, derramando o seu sangue inocente.

Então, nós nos abraçamos na alegria do encontro de um pastor brasileiro com um sacerdote polonês e fizemos uma foto dando-nos as mãos, em sinal da unidade em Jesus Cristo (Bartolomeu foi o primeiro religioso que respondeu amigavelmente minha pesquisa).

Estamos na Semana Santa, por essa razão quero frisar o que o jovem sacerdote disse referente à Obra Redentora de Jesus: “Não haveria a mudança da contagem dos anos com ‘Antes e Depois de Cristo’, sem o sangue do Cordeiro de Deus, que veio ao mundo como Filho Unigênito, que o Pai mandou para salvar todo aquele que crê. João 3,16. 

Eu perguntei para a religiosa: “A senhora crê que será salva no dia do julgamento divino?”. Ela respondeu com uma humildade indescritível: “Sim, mas isso depende Dele”.

Eu coloquei minha mão sobre o seu ombro e disse: “Irmã, é só Ele quem pode nos salvar, mas nossa fé é o único meio de alcançar a salvação que Ele conquistou por nós”. 

Não posso descrever a alegria que marcou nossa primeira visita à Polônia, entrando apenas mil metros num país totalmente estranho, mas lá encontramos a mesma fé que eu proclamei durante 38 anos em meu sacerdócio pastoral.

O evangelho de Jesus é universal. A Obra da Redenção de Jesus é válida para todos os povos, todas as raças, línguas e nações. Também será válido para você, meu irmão, minha irmã, que crê e serve a Deus, em espírito e verdade. Jesus nos reconciliou com Deus, morrendo pelos nossos pecados, por essa razão celebramos a Sexta-Feira Santa e o domingo da Ressurreição. Você crê em Deus, em Jesus Cristo e em sua obra redentora na cruz? Sem fé é impossível agradar a Deus. Heb. 11:6.

Pr. Mário Hort

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